NEANDERTAL

Ruídos da Vila

Postada em 2011-03-11, por: Virginia de Azevedo e lida: 4240 vezes!

 
RUÍDOS DA VILA

            Alguém já ouviu de falar da lei da oferta e da procura? Na vila existe. Sendo repetitiva afinal periquita repete, na vila, a coisa funciona as vezes com panfletos: “Traga o seu panfleto que cobrimos o nosso ou inverso”. Mas o que mais tem na vila (currupaco), é carrinho de som! Bahhh!
            “Olha a Q Boa a R$ 1,00. Sabão líquido, compre 2 por R$ 2,00”. Horário da passagem dos mesmos: 12h. Música de fundo, Victor e Léo. As criaturas que confeccionam a bóia correm afinal, pós carnaval a coisa pegou, aumento isso, aumenta aquilo e deu. Adeus cinco pila de bônus (currupaco), acho que vou aderir ao palheiro.
            “A Minasgás chegou, dim dom”. “Compre seu gás e água, entregamos na hora e ganhe um brinde, um pano de prato. Ficamos felizes.
            “Cinco picolés a R$ 1,00”, cinco patinhos foram passear... Está todo mundo no portão esperando o carro que voa. Mas óbvio que algo muito estranho surgiu na vila (currupaco). Propaganda de um professor que nem Ibope têm (o pior que estou dando Ibope para ele). Vai as ruas em seu próprio carro e fere os ouvidos do repeteco. Leia o lindo, lindo, lindo, a coluna maior e melhor. Sabem que gravou? O gatinho Tom, aquele amigo do Jerry. Eu entendo, é grana. O ridículo é ver alguém que virou tomate quando alguém o olhou e sumiu. Eu estou no bico. Anuncia aos berros o dedo, o mesmo que malha agora é bom (Vox Populi, Vox Dei).
            A lei do silêncio não existe mais. Eu acordo com sirenes da bel Empresa e do velho Setembrina, e não necessito acordar as 6h.
            Pensei em fazer uma vinheta para mim, olhem como ficaria: “Currupaco Ana, currupaco Beti, o meu amigo Zé Brasil só pinta o sete”, ficaria ridículo.
            Dizem que o cara que leva o nome de um grande estrategista alemão na segunda guerra, vem a prefeito e o amigo do tataio vem junto. Te atina Guto, não dá. No dia internacional da mulher, pasmem o intendente não me mandou mensagem mas quem mandou foi o Jo (não é o Soares), um cara quietinho que duvidou que eu era culta, seria ele o próximo. JO + MAR = ..........
            Voltando àquele carro, na gravação só faltou ex-policial civil (currupaco). Amigo lanchinho, olha o desespero do homem, o Jornal só sai quando o patrão está aí, em feriadão nem pensar. O que que a grana não faz, usar o próprio carro para se alto-promover (daqui a pouco vai dizer que é dono do Jornal). Àquele do cimento que não é pizza entrou a “fu” no microfone, grana. Eu ouvi (currupaco), eu dou tanto para ele e ganho o microfone. O pézinho de arruda não pode ficar pendendo de um lado para outro, a periquita ouviu, até o novo pasquim está virando bom. Não duvidem: breve, breve, o filho ou sobrinho de Marques também volta, mesmo que seja somente com a madeireira. Ah! A tia “tava” de niver, fatura uma pizzaria, a do “Nerson da Capetinga”, também conhecido como “Garcia”. Grana. O da colinha está gel. Pera: ele pediu o nome. É o Marques.
            Boatos aqui, boatos ali e nada cala o cara meu, mas rabo é rabo né. Mas, viu Padilha, tu debochou da periquita no ar, agora por grana tu paga mico em toda a vila. Quem gravou foi tu. Eu, a perituia “véia” peguei o pau certo, elegi um Federal e não me ouviram mas, dei Ibope.
            Eu pedi a Surtel para dar uma aparelho para o cara, meu trote não valeu, lamentável. Abrem-se os microfones: Arrota, tosse, é normal, cospe, se lambe mas se de repente solta algo e “pum”. Menos mal que rádio e tv não exala cheiro. Imaginem isso na alcova, só bêbado mesmo.
            A vila vai e nem nada muda, mulas carregadinhas de cubo, periquitas em plena fase de reprodução. É aquela história, a propaganda é a alma do negócio. A propósito, eu falei com o Lasier Martins, nunca ninguém ouviu falar do Alzheimer. Dá nada, que mal tem uma mentirinha.

C U L P A D O

            Se faltar luz no bairro da radiodifusão, ele já achou um culpado. Tadinho do Salvador, ele só é o braço direito do Lorega. E a pergunta permanece: Cadê o cargo? Acho que de tanto frio e de ter pago tanto mico, o Júlio se tapou com o edredom e sumiu. Volta e leva, até porque me veio a memória (currupaco) que haveria outra radiodifusão no Partenon. E cadê? Creio que a roupa está sendo lavada aqui.
            Bem, me deixa feliz saber que por dia a periquita amarela aqui, recebe duzentos acessos. Tá bom né? Estou servindo de professora até para um lindo, lindo, lindo, porque saber fazer sátira é comigo. Me orgulha, é sinal que faço bem. O Cotoco se feriu. Viu? Foi brincar com a faca e cortou o dedo. O coitado do outro para ser bem certinho, troca de antena e nem nada. E assim vai a vila.
            Acho que a DS está renascendo, (currupaco) na vila. Não é com o dedo, mas com ela, está ali no depoimento. O intendente tirou a DP fêmea, mas ela está viva e vem aí. Parada gay: será que coloca no alto-falante, Padilha te cuida, imita direitinho.

            Carnaval: na Isabel.
            Pavor: Geraldinho Filho ouvir minha voz no celular do lanchinho não acreditou.
            E eu continuo dizendo, segurei o pau certo. Tinga teu povo te ama. A Isabel não soube fazer contas, viu, foi na Tinga que me viram com meu amigo delegado e com aquele pauzinho, bem certinho.
            Obs.: Ainda não ouvi a vidente, mas creio que continua cega e os espíritos se negam a falar com ela sobre ele. Fazer o que?


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