NEANDERTAL

Sucupiriando

Postada em 2011-01-11, por: Virginia de Azevedo e lida: 2190 vezes!


Sucupiriando

Hoje eu tinha que dar “o ar da graça”, sucupiriando a vila de Viamão.
E a fera voou, juntamente com mais quatro, rumo à Capital do País. Creio eu, pela discrição da aeronave, que a ida foi pela WebJet, faltava espaço. As perspectivas do Capitão Gay (vide tatuagens rosáceas), eram ótimas: falar com o Senador dos pobres, com a senhora redentora do Rosário e assim por diante. Havia um porém: o Senador estava no Estado há uma semana e a senhora do Rosário havia dado uma entrevista para uma rádio da Capital. Não sabia, não leu seu horóscopo.
E deu Gol na volta. Olha só o que deu tempo para ver na Capital dos marajás. Viu as meninas “zonais”, afinal isso não poderia faltar, é lei para ele, auto-afirmação do azulzinho. Falar que comeu caro? Barbada. Quem pagou? O frio, pois também foi. Mas fiquei impressionada com o depoimento dado pelo mesmo quando dentro do gabinete do senador “tadinho” sentiu vontade de fazer xixi “Eu entrei no banheiro do Senador”!, que mara. Alguém duvida que o “tadinho” não possui ânus. Mas, o senador é o senador né? Creio que na coluna que escreve o capitão, terá somente fotos, afinal, bateu várias, até com os empregados. Quando disse que dormiu junto com o parceiro eu parei. NÃO HAVIA MAIS DÚVIDAS, imaginamos a cena: O frio trovando com ele, a fera ou gato, que afirmou estar protegido com roupas de couro. Quem será?
Eu aprendi um velho ditado: Quando o pobre não ve a merda, quando vê se lambuza. Claro que não viu pobreza na majestosa capital pois, andou somente nos ministérios com o chapéu na mão! O presidente, como está sendo chamado agora o frio também estava muito feliz, pegou a boquinha na fábrica de água. Era tanto baba ovo na rádio-difusão que a clara saia pelos botões do radinho. Se o capitão gay vai? Vai sim, como presidente. Quanto tempo dura? Ora, ora, o maior comerá o menor, até o mesa de bar estar de volta. Obs.: Te cuida ex-prefeito, o trem pega.
Sucupiriando eu estou pasma, com as estatais, quando não é luz é água. A adutora estoura em Alvorada e perde a FG. Eu gostaria que não, é pessoa fina, quem viu isso foi o Dedo. A luz, bem está de fonte segura que meu amigo sobe os degraus da matriz “da Cia”. Mesmo com poste estourado, gatos espalhados por toda a vila, o cara subiu, depois batuqueiro é podre. Fala sério. Voltando ao assunto já conseguiram imaginar o banheiro do senador recebendo a carga do capitão? É cruel. Anos são anos, elípticos e não redondos e tudo que entra, sai. O intendente protege a família, um vende seu peixe na feira, outro poda árvores com motossera e o mais protegido de todos, que puxa uma rama, é papai-noel do Creisson. E pasmem, eu até fiquei penalizada com a história do coitado. Ele nunca vendeu pastel. O presidente e a rádio difusão, inicia contra o intendente a grande guerra dos tambores do carnaval. Vai frio, solta a grana e paga as contas. Muitos não receberam e vai avião e volta avião. Em Sucupira enterraram Odorico Paraguassú aqui, não tenho a menor idéia do que dará. É um “puxa saquismo” que até o clone do Enéias chorou por ter sido bem atendido pelo hospital da vila. Surpresa ele queria ver o Ortiz de bermuda e chinelo no ministério. Coitado do amigo do quarta-feira. Assim ando eu aqui e na Bahia mas, é que sou curta e chinelo mas, no banheiro somos todos iguais e, assim vamos sucupiriando por aí. Aos poucos o Cotoco vai surgindo na outra rádio difusão que nasce, lentamente. Quem é o Cotoco? É história para a outra vez, senão quem digita me mata. Quanto aos árabes: Saramaleico salam ou seja, sejam bem-vindos. A coluna da vila sucupiriana chama-se de Vi-a-mão. Noventa chaves, noventa portas, noventa pessoas, noventa salários, noventa dormidas. Foi um deles que descobriu e é árabe. Até a história do Cotoco.


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